Resumo do texto de Ivani de Araujo Medina, com o título de "Religião e Cultura Religiosa".
A religião é parte integrante da cultura de um grupo, e não a cultura dele.
Cultura pode ser compreendida como o modo com que os grupos criam suas soluções às próprias necessidades e constroem símbolos, tendo em vista a auto-preservação. Suas crenças, língua, representações, códigos, costumes, instituições, religião, arte, etc. conferem uma identidade àquele grupo e se relacionam com a produção, perpetuação e transmissão do saber, à qual todos indistintamente devem se enquadrar.
No caso do judaísmo projetou-se no ambiente religioso mundial, uma grande transformação se deu nesse contexto.O povo judeu havia se organizado de um modo diferente, ou seja, vivia debaixo de um rigoroso sistema político-religioso estruturado sob um arcabouço legal, alegadamente de origem divina e doado diretamente pelo seu deus ciumento que exigia o severo cumprimento das suas leis. O judaísmo não admitia a alternância do homem entre o momento sagrado e o momento profano, como ocorre nas religiões. Nele, o homem religioso não se aparta do compromisso com o seu deus.
A cultura judaica, no seu modelo de crença organizada, distingue-se, então, em importância das outras culturas por estar amarrada firmemente num pacote de cunho religioso, no qual a autoridade jurídica e religiosa era unificada e detinha o poder civil. Diferentemente, nas culturas onde a simples religião era praticada, esta, continuava submetida ao poder civil como as demais manifestações. Eis a diferença fundamental entre religião e cultura religiosa. Assim sendo, fica problemático classificar o judaísmo como religião. É uma cultura religiosa, certamente.
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A importância das Línguas Bíblicas
Marcio Gil de Almeida
Teólogo e Pedagogo
As línguas bíblicas são grega, hebraica e aramaica. No entanto, as duas que possuem a total predominância, são a grega e a hebraica. Aliás, estas duas ainda são faladas nos dias atuais. É claro que estão na versão moderna e a dos textos bíblicos, temos o grego koinê e o hebraico massorético. Koinê quer dizer "comum" e o termo massorético, procede dos "massoretas" que eram escribas judeus que se dedicaram a preservar e cuidar das escrituras. Foram eles que inventaram ou desenvolveram os sinais massoréticos. Este sinais compreendem as sinais vocálicos que tinham e tem por finalidade preservarem e facilitarem a leitura da língua hebraica. No hebraico moderno já dispensaram os sinais massoréticos.
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