TERCEIRA
UNIDADE
I – TEXTO E CRÍTICA
1
– O Texto
Este
vocábulo provém do latim “TEXTO” e significa literalmente “TECIDO” – Ele entrou
na linguagem literária com seguinte sentido: São todas as palavras de um livro
ou documento, bem como citações de parágrafo.
A
idéia é que o assunto abordado pelo autor, está entrelaçado( tecido), do
princípio ao fim , e todas as partes devem ser vistas como dependentes formando
um todo. Está idéia é perfeitamente válida para a Escritura.
A
bíblia já teve um texto original, entretanto, até onde se sabe, não mais
existe, por isso, quando alguém hoje diz: “ No original está assim.”, não está
sendo muito correto. Na verdade, o que temos são cópias de texto no original.
A
cópia manuscrita que existe agora, varia muito, contendo várias notas
explicativas, produto do número interminável de cópias que foram feitas do
mesmo texto original.
É
trabalho de CRÍTICA TEXTUAL reconstruir um texto satisfatório, que mais se
aproxime da idéia do original.
A
Crítica Textual pois, busca determinar o sentido exato e correto das Escrituras
como existiu no documento verdadeiro, eliminando erros, interpolações e
variações, que foram introduzidos durante o longo processo de cópias do
manuscrito original.
A
Crítica Textual é chamada também de BAIXA
O
vocábulo provém do grego – “KRINO” e significa “JULGAR”. É o processo de
julgar, provar, testar uma obra, seja
ela religiosa, filosófica ou histórica. O resultado é : ESTABELECIMENTO,
MODIFICAÇÃO ou REJEIÇÃO.
A
Crítica Bíblica pois é, a ciência que busca através de uma inquirição
criteriosa e detalhada, assegurar as palavras e o sentido exato do manuscrito
original, por meio de evidências externas, históricas e tradicionais.
A
Crítica Bíblica tem dois ramos:
A –
HISTÓRICA
Busca
determinar a data, autora, composição, fontes, caráter, valor histórico,
canocidade, genuinidade, autencidade, etc.
É
também chamada de Alta Crítica.
B –
TEXTUAL
Estas
duas críticas, em si mesmas são legítimas e boas, todavia, atualmente, as duas
se fundiram numa só, ficando conhecida apenas como ALTO CRITICISMO, em tem se
ocupado de um demoníaco criticismo destrutivo.
Isto
tem sido feito pela influência de um grupo de modernos teólogos liberais, que
ao poucos vão negando tudo aquilo que é básico na palavra de Deus. Chamamos
esta crítica de destrutiva porque sua função é apenas descobrir erros na
Escritura e nada mais. Enquanto a outra (construtiva), examina o mesmo texto de
um certo padrão ou critério e com vistas a preservá-lo de erros.
1.1 – INSPIRAÇÃO