“A palavra Teologia não ocorre nas Escrituras, embora a idéia esteja bem presente; no uso grego secular, Theologia significa as discussões dos filósofos a respeito de questões divinas. Platão chamava as historias dos poetas a respeito dos deuses de “teologia” e Aristóteles ensinava uma divisão triplece das ciências: a física- o estudo da natureza, a matemática- estudo dos números e a teologia- o estudo de Deus. Aristóteles considerava a Teologia a mais importante ciência, visto que seu assunto, Deus, é o mais sublime das realidades.” (ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico da Igreja Cristã Vol. III. São Paulo: Editora Vida Nova,2003)
Tomás de Aquino afirmou que a “Teologia é a rainha das ciências”. Hoje vemos no mundo que a teologia está presente não somente entre cristãos, mas em várias religiões. O mundo percebe a sua presença e ela trás influencia em diversas áreas da sociedade. Não importa o local, o contexto e a forma, a Teologia, sempre está presente.
Em muitos países a Teologia é levada a sério em sua total importância. No Brasil é lamentável o que vemos. Noto que tivemos avanços, no entanto, estamos longe do ideal. A possibilidade e a realidade dum curso de teologia reconhecido pelo MEC não trouxe a valorização esperada do curso de teologia. Li em um site acerca duma faculdade teológica (seminário) que mostrar a sua classificação na qualidade do seu curso pelo MEC, classificação B. Isto me deixou muito feliz e é claro que tenho que reconhecer o valor desta classificação, mas e daí? Isto está longe de nos tornarmos reconhecidos devidamente pela comunidade acadêmica, econômica, jornalística e a sociedade em geral. A qualidade dum curso teológico não deve ser limitada aos padrões do MEC. Existem cursos em instituições teológicas com seriedade tão boa quanto aos reconhecido pelo MEC. Acredito que devemos defender todos os cursos teológicos quer reconhecido pelo MEC ou não... Há lugar para todos e espaço para todos. As diferenças são necessárias para cumprirmos a missão teológica que defino da seguinte maneira: 1 - extinguir a ignorância teológica, 2- contribuir com a construção do Reino de Deus na Sociedade, 3- ser instrumento salutar espiritual, psico-social e político na igreja de Cristo e 4- ser instrumento revolucionário social com uma consciência cristã. No entanto, percebo que deveria haver uma nomenclatura diferenciada dos cursos reconhecidos pelo MEC para com outras instituições que por motivos outros, não são reconhecidos. Esta opinião deve ao fato do padrão curricular ser diferenciado. Isto quer dizer que a depender do que se trata, de qual é o objetivo do curso, certos cursos terão mais eficiência do que outros. Afirmo que isto é independente de qual seja a instituição.
As dificuldades do seguimento teológico cristão surgiram com a própria antipatia e incompreensão ao cristianismo, desde a época dos pais da igreja, na qual, pessoas que se utilizava de filosofias para defenderem a idéia de que o cristianismo era prejudicial, e uma praga para a sociedade de então. Justino Mártir usou o conhecimento bíblico-filosófica e experiência de vida cristã com o intuito de formar uma teologia apologética, onde defendia o cristianismo e o colocava numa posição de honra social e religiosa.